Resumo do progresso
● Durante os primeiros seis meses, o projecto passou da mobilização para a entrega pública, combinando a coordenação do consórcio, o enquadramento científico, o envolvimento das escolas e dos professores, a experimentação artística e a gestão do concurso.
● O projecto manteve-se alinhado com o seu objectivo principal: tornar visível a degradação do solo urbano e a impermeabilização do solo através da educação baseada na arte, do envolvimento público e de actividades de comunicação.
● A APECV, a RdA Climate Solutions e a Quinta Oficina desempenharam papéis complementares: coordenação educativa/artística, enquadramento técnico orientado para o conteúdo e a perceção, e facilitação performativa/criativa.
● Os principais marcos de entrega incluem o Webinar técnico, o congresso de professores em Cabeceiras de Basto, a exposição SO(U)LO ERRARE na Quinta da Cruz, visitas guiadas, workshops comunitários, o concurso nacional e a avaliação do júri.
Os primeiros seis meses do projeto Solo! Eu Vejo-te! concentraram-se na transformação do conceito do projecto num programa visível e participativo. O consórcio estabeleceu as suas rotinas de trabalho através de atividades de arranque em Viseu e Beja, reuniões de coordenação online e o envolvimento precoce do Conselho Consultivo. Isto garantiu que as vertentes técnica, educativa e artística estivessem alinhadas desde o início e que o processo de mobilização nacional pudesse ser lançado com uma mensagem coerente.
A componente técnica e educativa do projeto foi iniciada através do webinar sobre solos urbanos e do congresso de professores em Cabeceiras de Basto. Estas atividades enquadraram a impermeabilização do solo como um desafio urbano, ecológico e cívico relevante e traduziram a base científica do projeto em formatos adequados para professores, artistas e comunidades educativas. O apelo à ação e o concurso de arte SO(U)LO proporcionaram um caminho prático para os participantes responderem criativamente ao tema e gerarem resultados que pudessem, posteriormente, alimentar as atividades de exposição e divulgação.
A partir de maio, a implementação tornou-se mais visível através da exposição para professores SO(U)LO ERRARE na Quinta da Cruz, visitas guiadas, atividades de envolvimento escolar e comunitário e workshops práticos. Estas atividades apoiaram diretamente o objetivo do projeto de tornar visível o invisível, utilizando a prática artística para conectar o solo, os sistemas alimentares, o património cultural e os riscos ambientais urbanos. Os workshops sobre papel artesanal, cianotipia e ecoprint expandiram a abordagem de aprendizagem intergeracional e baseada em materiais do projeto, incentivando os participantes a criar mensagens sobre a proteção do solo através de técnicas artísticas sustentáveis e acessíveis.
O concurso nacional de arte SO(U)LO encerrou a 30 de junho de 2026 e mobilizou com sucesso participantes de escolas, famílias, organizações comunitárias e contextos internacionais. Foram submetidas 43 propostas, envolvendo mais de 200 participantes. A distribuição por grupos etários foi a seguinte:
● 3–9 anos: 9 propostas
● 10–14 anos: 15 propostas
● 15–17 anos: 10 propostas
● 18+ anos: 9 propostas
O processo de avaliação foi realizado em julho de 2026 por um júri multidisciplinar que representava o consórcio do projeto e partes interessadas externas. A avaliação considerou a qualidade artística, a relevância para o tema da sensibilização e proteção do solo, a criatividade, a mensagem ambiental e a eficácia da comunicação. Os resultados demonstram um forte envolvimento de crianças, jovens, professores, artistas e grupos comunitários, confirmando a capacidade das abordagens artísticas para estimular a reflexão sobre a saúde do solo, a impermeabilização do solo e a gestão ambiental. A diversidade geográfica das propostas, incluindo participantes de diferentes regiões de Portugal e candidaturas internacionais de Cabo Verde e da Finlândia, realça ainda mais o potencial de alcance e a relevância europeia do projeto.