Data: 2º período do ano lectivo 2002/2003

Destinatários: alunos do 5º ano, turma A, da Escola EB 2,3 de Ferreiras – Albufeira

Objectivos: desenvolver a criatividade; utilizar diferentes meios expressivos de representação;

compreender e utilizar a estrutura como base da forma.

 Professor Ricardo Reis / Professor Luís Rodrigues 

 

Esta actividade foi desenvolvida como uma Unidade de Trabalho na disciplina de EVT e teve como mote uma conversa que, supostamente, o professor manteve com o “Coelhinho da Páscoa” e onde este, além de explicar todos os fundamentos da sua associação a esta quadra, se confessava deverás cansado e “velhote” para continuar a sua tarefa de distribuir ovos por todo o mundo.

Assim, impunha-se uma tarefa aos alunos. Arranjar um substituto para o “Coelhinho da Páscoa”.

Foi então sugerido um jogo à turma. Os 20 alunos foram organizados em pares e a cada par foi distribuída um a folha A3 dobrada ao meio, ficando assim 2 folhas de formato A4. O jogo sugerido foi o cadavre-exquis, muito utilizado pelos artistas surrealistas, em que cada um dos alunos do grupo desenharia uma parte do “Bicho-pascoal” sem que o outro visse, deixando apenas pequenas “pistas” para que o seu colega continuasse o desenho. No final, desdobrar-se-iam as folhas e surgiriam novos “bichos”.

Descobertos que estavam os novos “bichos” era necessário dar-lhes forma, começando então um complicado processo de transição entre a bidimensão e a tridimensão. Esta foi a fase mais complexa para os alunos e houve mesmo necessidade de construir uma pequena maqueta do “bicho” na qual os alunos utilizaram palhinhas, palitos e paus de espetada.

Este estudo inicial da estrutura foi essencial para que cada grupo conseguisse criar um protótipo do seu “bicho”, com cerca de 30 cm de altura, totalmente em arame, (utilizando diferentes técnicas de corte, dobragem e união) e revestido a papel de seda colorido.

De todos os protótipos realizados pelos alunos, elegeu-se apenas um que se construiu à escala humana para que pudesse cumprir a função de distribuir os ovos da Páscoa na escola.

Esta foi uma divertida Unidade de Trabalho que apelou bastante à capacidade dos alunos resolverem criativamente problemas.