Local : Museu Bordalo Pinheiro 

Cronograma;

Grpo 1: 3, 4 e 17,18 de maio  

 Grupo 2: 2ª 10,11 e 24 e 25 de maio

Mostra dos trabalhos no museu no dia 7 de junho

Público-Alvo: Professores dos grupos 240, 530 e 600

Preço: 70 Euros

Esgotado

 

O Curso

Em parceria com o Museu Bordalo Pinheiro pretende-se promover o conhecimento das artes tradicionais, potenciando a consciência da identidade e a revalorização dos valores históricos, culturais e sociais. Rafael Bordalo Pinheiro figura incontornável da arte em Portugal foi fundador da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, onde modernizou a tradição enraizada com influências europeias, do Movimento Arts and Crafts, da Arte Nova e do Oriente. Apresentou obras do romantismo, revivalistas, e faz a ligação ao Modernismo. Para além de ser a principal referência da cerâmica em Portugal, Bordalo Pinheiro, integra a 1ª geração naturalista, faz parte do grupo de Leão, como caricaturista critica a sociedade e num retrato de ironia e humor caracteriza a sociedade do final do séc. XIX. Pretende-se a recriação em cerâmica de imagens da linguagem de Bordalo, da divulgação das suas técnicas e a visão diacrónica das suas imagens. Estudo do período histórico em que viveu Bordalo através das caricaturas e figuras humorísticas/interventivas como o Zé Povinho: crítica da sociedade e a actualidade da sua mensagem.

 

 

OBJETIVOS 

O Objetivo essencial deste curso é qualificar os professores no sentido de os habilitar para o ensino das técnicas e da manipulação das possibilidades expressivas da cerâmica e o objetivo mais geral é dar visibilidade ao património e a sua multiplicidade de conhecimentos, assim como o incremento da qualidade e da abrangência do ensino da cerâmica nas nossas escolas.

Os objetivos mais específicos desta ação que vão no sentido dos professores adquirirem um conhecimento suficientemente claro desta área técnica de forma a tirarem partido das suas possibilidades expressivas são as seguintes:

-Mobilizar conhecimentos para a intervenção em contextos concretos;

- Entender a cerâmica nas suas várias dimensões, como fenómeno físico-químico, como prática, enquanto meio 

expressivo, enquanto memória histórica, enquanto presença no nosso quotidiano, etc.;

- Conhecer os materiais e equipamentos relativos à cerâmica;

- Conhecer os procedimentos técnicos e adquirir experiência prática da cerâmica;

- Ser capaz de transmitir aos alunos os conhecimentos básicos desta técnica, promovendo experiências gratificantes e motivadoras;

-Promover aprendizagens criativas;

- Fomentar a criação de clubes e de ateliers de cerâmica nas escolas.

 

CONTEÚDOS 

-Visita guiada ao Museu Rafael Bordalo Pinheiro - 3 Horas

- Análise e criação de imagens para reprodução de figuras, críticas da sociedade do passado ou do presente – 2 Horas

- Abordagem técnica e procedimentos para criação de produtos cerâmicos em sala de aula (características das pastas cerâmicas, branca e vermelha, paper clay, decoração com óxidos e fritas cerâmicas) – 2 Horas

- Produção de objetos tridimensionais em argila – 7 Horas

- Reprodução em molde de alguns elementos com utilização de gesso cerâmico - 2 Horas

- Procedimentos e principais cuidados na utilização da mufla cerâmica – 1 Hora

- Pintura (decoração) do objeto realizado. – 6 Horas

- Reflexão em grupo sobre o trabalho desenvolvido e apresentação de relatório da atividade - 2 Horas

 

Sendo um curso essencialmente prático este curso será constituído por 5 sessões predominantemente práticas de 4 horas cada e uma sessão para a entrega dos relatórios e apresentação/mostra dos objectos criados no Museu Rafael Bordalo Pinheiro. As sessões teóricas terão caráter expositivo com recurso ao Serviço Educativo do Museu Bordalo Pinheiro e bibliografia especializada.Os exercícios práticos serão introduzidos por demonstrações pelo formador acompanhados pelas necessárias explicações e ao qual se seguirá a execução dos referidos exercícios pelos formandos. Os formandos serão convidados a trazer máquina fotográfica para a recolha de imagens que acompanhadas do registo escrito no final de cada sessão constituem elementos essenciais para a elaboração do relatório final. Será fomentada a reflexão crítica sobre a possibilidade de integração do ensino na olaria de uma forma mais alargada nas escolas, a partir do que é experienciado no curso e da experiencia docente de todos os participantes.

 

AVALIAÇÃO: 

A escala de avaliação é de 1 a 10 valores, sendo considerada avaliação positiva a igual ou superior a 5 pontos. A avaliação orienta-se pelos seguintes parâmetros:Assiduidade;Participação;Trabalho realizado;Relatório individual.

FORMADORA

Augusta Gaspar

Curso de Artes dos Tecidos e Artes de Fogo da Escola de Artes Decorativas António Arroio -

 de 80 a 85. Curso de  Design de Equipamento Geral, especialização Gráfica do IADE - 1990

Licenciatura Produção Visual- IADE - 2006. Mestrado em Educação Artística - FBAUL -2010

Professora do Quadro da Escola Secundária da Ramada a leccionar há 32 anos.