Quinta da Cruz, sala -1 [28 de setembro a31 de dezembro]

Inauguração 28 de setembro às 16h

Conferência – 25 de outubro às 14h 30m

Através de ações com coletivos a arte ativista promove o encontro entre pessoas e entre pessoas e espaços instigando processos de questionamento, de pertença e de colaboração.

 

O PROJETO : 

 Sete artistas foram convidados. Cada artista escolheu uma palavra como ponto de partida para uma ação, performance ou conjunto de obras de cariz participativo envolvendo a paisagem e pessoas da comunidade.  Entre Março e Setembro cada artista desenvolve o seu projeto com a comunidade escolhida. Por comunidade entendemos grupos privados ou públicos que se impliquem  na exploração da palavra trazida pelo artista.

A obra, ou obras resultantes das interações entre artista e comunidade estará patente durante 3 meses na quinta da Cruz, para gerar outras ações com outras comunidades a partir da mediação com os artistas e os técnicos do Centro de Arte Contemporânea da Quinta da Cruz.  

 

Artistas confirmados ( Palavra escolhida):

Joana Braguez ( Pecado) Liliana Velho ( Guardar) Juliana Ferreira ( Tradição) Carlos Sousa ( Escrita) Raquel Balsa ( Terra) Paulo Correia (Partilhar) ; Pedro Inock

 

Sobre o Conceito 

Vive-se hoje a utopia no quotidiano subjetivo,
no tempo real das experimentações concretas e
deliberadamente fragmentarias. A obra de arte aparece
como um interstício social no qual são possíveis essas
experiências e essas novas possibilidades de vida: parece
mais urgente inventar relações possíveis com os vizinhos
de hoje do que entoar loas ao amanhã.

Bourriaud (2009, p.21)

 

Este Projeto alinha-se no trabalho da APECV e do grupo de investigação C3  de exploração dos limites entre Arte; Educação e Comunidade. Tendo um forte teor artivista , mas também educativo, na medida em que se exploram possibilidades de aprendizagem colaborativa entre os artistas; os artistas e os mediadores; e  os artistas e as comunidades. Interessa-nos sobretudo trazer a  estética relacional  e  a arte ativista para uma cidade  de interior  de modo a dar visibilidade aos seus artistas e oportunidades de alargar os seus limites de ação e de inter-relação.  Tal como  Joseph Beuys  acreditamos que o fazer artístico pode gerar espaços conviviais, de expressão e reflexão identitária e social. 

Coordenação : Teresa Eça

 

 

REFERENCIAS
Beyerbach, B., & Davis, D. (Eds.) (2011). Activist art in social justice pedagogy: Engaging students in glocal issues through the arts. New York: Peter Lang.

Claire Bishop (2012).ARTIFICIAL HELLS: Participatory Art and the Politics of Spectatorship. London/New York: VERSO

Bourriaud, N. (2009). Estética Relacional. Tradução de Denise Bottmann. São Paulo: Ed. Martins Fontes.

Saldanha, A. & Torres de Eça, T. (2014). Mantas colaborativas: silêncios ruidosos. Tercio Creciente nº5, págs. 27 - 36. Disponível em: http://www.terciocreciente.com/index.php/revista-n-5